Pronampe, Cartão BNDES, FINAME, fundos constitucionais, FAMPE e FGI PEAC. Com uma coisa que as outras tabelas não trazem: a separação entre o que é teto legal, o que é referência e o que só o seu banco define.
| Linha | Custo hoje | Como o número se forma | O que dá para cravar |
|---|---|---|---|
| Pronampe | até 20,00% a.a. | Selic + até 6 p.p. por lei. Pós-fixada. Bancos praticam abaixo do teto — o BDMG, por exemplo, opera a Selic + 5,35% para giro. | Teto é lei |
| Cartão BNDES | 1,74% a.m. | Taxa única publicada pelo BNDES todo mês, igual em qualquer banco emissor. Limite de até R$ 1 milhão por emissor, 3 a 48 meses, sem anuidade. Incide IOF. | Número oficial |
| FINAME e demais linhas BNDES | não existe taxa única | Custo financeiro (TLP, Selic ou IPCA, conforme a linha) × spread do BNDES × spread do agente financeiro. O terceiro fator é negociado com o seu banco. | Só o banco fecha |
| FCO — investimento | 10,40% a 13,37% a.a. | Prefixada, definida pelo CONDEL/FCO. Com bônus de adimplência pode cair a cerca de 9,80% a.a. para quem paga em dia. | Revisto por programação |
| FNE | TLP + spread do BNB | Com redutor para micro e pequena empresa. Bônus de adimplência de até 25% sobre os encargos financeiros. | Depende do porte |
| FAMPE (aval Sebrae) | CCA = 0,1% × prazo × valor | Não é juro, é o custo do aval. Garante até 80% da operação. A comissão vai para o Sebrae e entra no custo total do crédito. | Fórmula publicada |
| FGI PEAC | 60% do ECG em 2026 | Encargo de concessão de garantia com desconto de 40% para liberações feitas em 2026 — cai para 20% de desconto em 2027. Também não é juro: é o preço da garantia. | Desconto tem prazo |
Verde: número publicado por fonte oficial e conferido na data acima. Âmbar: a regra é pública, mas o valor final depende do banco, do porte ou da programação vigente — nesses casos, desconfie de qualquer site que te dê um número único.
A maioria das páginas que respondem “qual a taxa do FINAME” publica um número. Não existe um número. O próprio BNDES define a taxa final assim:
São três fatores, e o terceiro — o spread do banco que te atende — não é publicado por ninguém, porque é negociado caso a caso. Quem te mostra “a taxa do FINAME” está mostrando, na melhor das hipóteses, os dois primeiros fatores; na pior, um número que viu em outro blog.
Isso muda o que você deve fazer na prática: não procure a taxa, procure o custo de referência — e depois cobre do gerente a diferença entre ele e a proposta. É a única parte da conta que está em disputa.
E cuidado com o que não é juro. FAMPE e FGI PEAC não cobram juros — cobram pelo aval e pela garantia. Aparecem como linha separada e encarecem a operação sem aparecer na “taxa”. No FGI PEAC o desconto de 40% no encargo vale para liberações em 2026: quem empurrar a operação para o ano que vem paga mais pela mesma garantia.
O Pronampe é pós-fixado: o teto anda junto com a Selic. Como a próxima reunião do Copom é em 15 e 16 de setembro, este número tem prazo de validade conhecido.
O limite legal do spread é 6 p.p. Se o seu banco oferecer mais que isso sobre a Selic, não é Pronampe. Juros sobre saldo devedor, sem amortização — serve para comparar propostas, não substitui a simulação do banco.
Conteúdo informativo, sem indicação de instituição financeira. Não somos correspondente bancário e não intermediamos crédito. Confirme condições no banco antes de contratar.